segunda-feira, 8 de março de 2010

UM CASO REAL

A deficiência é um caso que “ataca” uma parte da população. Muitas deficiências são profundas, outras nem tanto. São consideradas pessoas diferentes, pelo seu aspecto físico. E, muitas vezes, são discriminadas. Pois, na minha opinião, eu acho que só por terem algo diferente não significa que as tenhamos de pôr de parte ou tratá-las de maneira diferente. Têm as suas dificuldades, mas podem ter uma vida normal, como qualquer um de nós, com algumas limitações, mas muitas pessoas até as ultrapassam e acabamos por nos habituar.


Este é o caso da minha amiga Paula que, desde os seus três anos, tem uma paralisia na perna. Agora tem quarenta e seis anos, acabou por se habituar e tem uma vida normal e um emprego normal. Falei com esta minha amiga, e ela não se importou que lhe fizesse um pequeno questionário, que vou apresentar:



P – Durante a sua infância, foi difícil lidar com tal situação?

R – Não.

P – Alguma vez se sentiu inferior, perante as outras pessoas?

R – Não.

P – Como é o seu dia-a-dia?

R – Igual ao de todas as outras pessoas.

P – Faz uma vida normal, como qualquer um de nós?

R – Sim. Só não posso correr.

P – Sente alguma outra limitação?

R – Na generalidade, não.

P – Considera-se uma pessoa com dificuldades? Quais?

R – Sim. A de locomoção.

P – Tratam-na como uma pessoa diferente?

R – Não.


Concluí, com este questionário, que esta minha amiga consegue fazer quase tudo como nós e vive feliz, apesar do seu problema. Eu conheço-a e nunca a considerei uma pessoa diferente, apesar de ter um carro especial, de ter um estacionamento específico e de ter aquela limitação.

Eu não gosto de utilizar a expressão deficiente. Prefiro dizer que é uma pessoa diferente, porque tem um certo problema.

Renata Malveiro Gaspar
Ano/Turma: 6.º 5.ª N.º20
Idade: 11 anos
Escola: E.B. 2,3 Padre Alberto Neto

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